A célebre Pixar, fundada em Fevereiro de 1986, hoje é uma adulta muito bem sucedida e conservada. Mesmo após beirar a falência em 1987, a empresa deu a volta por cima e tornou-se ícone mundial da nova geração dos desenhos animados.
Destino! Foi ele quem soprou o barquinho de papel da Pixar rumo à ilha do tesouro. Ninguém botava fé naquela empresa, minúscula, fundada em 3 de Fevereiro de 1986, na pouco conhecida cidade de Marin County, no estado da Califórnia, Estados Unidos. Ninguém, exceto um cara... um cara que com o seu talento e a sua genialidade, daria o empurrão que a Pixar precisava naquela época...e esse cara nada mais é que Steve Jobs, a estrela que deu vida ao sistema operacional
Macintosh, e que fez brilhar a maçã mais cobiçada no mundo da tecnologia, a Apple. Foi Jobs quem acreditou no talento dos funcionários daquela recém nascida Pixar, e investiu pesado na empresa que havia acabado de adquirir, ajudando e muito no que a Pixar veio a se tornar 10 anos mais tarde. Mas vamos voltar um pouquinho essa fita...Dois anos antes da Pixar ser criada, seu embrião já estava a todo vapor, com o lançamento do curta-metragem As Aventuras de André e Wally B. em 1984, pelo mesmo pessoal inovador que deu origem à empresa que hoje conhecemos. Na época a Pixar não passava de uma divisão da Lucas Film, empresa que deu vida à saga Guerra nas Estrelas, em 1977. Em 84, animadores como John Lasseter, Eben Ostby, e Edwin Catmull, nem eram muito conhecidos, mas muito dedicados aos projetos da The Graphics Group, que dois anos mais tarde, seria rebatizada, passando a se chamar Pixar Animation Studios.

A Pixar começa suas atividades em 1986 com o curta-metragem Luxo Jr. Primeiro curta da Pixar propriamente dita, Luxo Jr. rendeu à empresa uma indicação de melhor curta de animação do ano no Oscar 87. Porém, em 1987, o tempo fechou, e a empresa viveu um período de baixa. No mesmo período a Pixar sofria com problemas estruturais, principalmente goteiras em suas instalações, inclusive parte do curta-metragem daquele ano, Red's Dream, que contava a estória de um monociclo abandonado numa loja de bicicletas, foi produzida debaixo de uma mesa, para evitar que os aparelhos queimassem com as goteiras. Na mesma época a Pixar chegou a vender o Computador de Imagem Pixar, para empresas que se interessassem em desenvolver animações em 3 dimensões, mas não obteve sucesso e continuou afundando. Funcionários foram demitidos, e parecia que o sonho havia chegado ao fim...mas...em 1988, a Pixar dá seu último suspiro, com o lançamento do curta-metragem Tin Toy, que a partir desse momento, representaria uma nova fase para a empresa, tirando-a completamente daquela escuridão.

Tin Toy inaugurou uma nova fase para aquela Pixar que estava na beira do penhasco. Após a premiação que ele recebeu em 1989, como melhor curta-metragem animado, no Oscar daquele ano, até mesmo a poderosa Disney se interessou pelo trabalho da Pixar, e fechou um contrato com a empresa, em 1990, para a produção de Toy Story e outros 5 filmes. Tin Toy se passa dentro de um quarto, onde um soldadinho com instrumentos musicais acoplados, toca sua banda de um homem só para chamar a atenção de um bebê. Mas o bebê ignora o brinquedo a maior parte do tempo. O soldadinho, sentindo-se desprezado, faz o impossível para chamar a atenção do recém nascido. Quando o bebê decide correr atrás dele, por um descuido escorrega e esborracha-se no chão. O soldadinho muito preocupado com a situação, tenta alegrar o choroso bebê, mas é surpreendido quando a criança o sacode e o joga no chão, demonstrando grande irritação. O curta-metragem termina com o soldadinho Tinny tentando impressionar o bebezão Bill, que estava mais interessado na embalagem do soldadinho do que nele propriamente dito.

Knick Knack,
(que pronuncia-se Nic Néc), foi um curta-metragem sobre suvenires comprados em viagens, lançado em 1989, no início da fase áurea da Pixar. Na época, o curta conseguiu autorização da Disney, para ser exibido antes de A Pequena Sereia, nas sessões de cinema daquele filme. Knick Knack marca a época em que a Pixar acelerou os motores, produzindo diferentes tipos de comerciais para o meio televisivo dos Estados Unidos, incluindo os famosos comerciais da pastilha Life Savers, que tal como o nome sugere, é uma bala em forma de bóia salva-vidas, afinal, a empresa que fabrica as guloseimas tem o maior cuidado com crianças, e projetou o produto já focada na profilaxia em casos de possíveis engasgos. A Pixar teve a tarefa de produzir os comerciais da marca, e com o dinheiro arrecadado começou a desenvolver juntamente com a Disney, em 1990, um projeto chamado Toy Story.

Depois de 5 anos de desenvolvimento, finalmente a Pixar nos trouxe em 1995, o primeiro filme animado totalmente em 3 dimensões da história. Toy Story selou o sucesso da empresa, e a elevou à categoria de "a mais poderosa". Lançado no final de 1995, já torna-se febre logo nos primeiros dias após o lançamento, mas só chega ao mercado de video-cassetes no final de 1996. A imagem que fiz questão de colocar, ao lado, é da fita de vídeo do filme, lançada no Brasil, pela Abril Vídeo, uma distribuidora de propriedade da Editora Abril, que deixou de existir em 1998. Uma capa histórica! Bem brasileira! A primeira vez que assisti Toy Story, foi no final de 1996. Na ocasião, minha babá, Célia, que morava bem próxima de uma videolocadora, alugou o longa-metragem para que eu e mais dois sobrinhos dela pudéssemos conferir o primeiro filme da Pixar. Me recordo que dormi bem rapidamente, pois estava cansado, afinal eu era uma criança muito ativa. Porém no dia seguinte rebobinei aquela fita e virei fã número 1 desse filme genial que conta o que os brinquedos aprontam, quando ninguém está olhando. Após Toy Story, a Pixar não parou mais...Em 1997, lançou uma fita especial com os curtas feitos nos anos 80. Em 1998, lançou o também bem sucedido Vida de Inseto, que abriu alas para Toy Story 2, Monstros S.A; Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille, Wall.E, UP - Altas Aventuras, Toy Story 3, Carros 2, Valente, Universidade Monstros, Divertida Mente & O Bom Dinossauro. É uma empresa que possui produtos licenciados em todo o planeta. Sim, hoje a Pixar é uma empresa global. O que antes não passava de uma microempresa fundada na pouco conhecida cidade de Marin County, hoje encontra-se em Emeryville, California, trabalhando a todo vapor. A Pixar não pára, e sua lista de fãs também não pára de crescer e se multiplicar.

E como todo bom fã, a Pixar é alvo dos mais diferentes tipos de homenagem. Fazer uma matéria especial sobre a Pixar, e não falar sobre o museu que criei em 2013 sobre a empresa, é o mesmo que ir à França e não ver a Torre Eiffel. Em 7 de Outubro de 2013, decidi colocar no ar, via Facebook, o Museu Virtual da Pixar, que foi uma página especialmente inventada para catalogar todos os produtos e lançamentos da Pixar Animation Studios, disponíveis no mercado desde 1986. Na época eu ainda era o Mister X Invicto, e nem sonhava em ser um artista pan-americano um dia. A capa que fiz para do Museu da Pixar, foi uma ideia que eu desenvolvi ao longo do mês de Setembro de 2013, em reunir todas as fitas lançadas no Brasil num só painel, que seria a marca do museu. A ideia deu certo, porém, tirei o Museu da Pixar do ar em Junho de 2014, após a virada que a minha carreira deu com o lançamento do meu lema E Pluribus Unum. Mas como diz aquele ditado...vão-se os anéis, ficam-se os dedos! Ficaram boas lembranças daquele museu, e ele foi muito importante para o desenvolvimento da minha linguagem popular, facilmente compreendida por todas as pessoas hoje em dia. Para finalizar essa minha homenagem aos 30 anos da Pixar, gostaria de parabenizar a todos dessa equipe, incluindo principalmente Steve Jobs onde quer que esteja, Ed Catmull e John Lasseter, pela coragem e sobretudo pela garra que tiveram em enfrentar as dificuldades que a vida os trouxe, mas que nunca deixaram de acreditar naquela estrelinha vermelha estampada na saltitante bola amarela com faixa azul. Vocês acreditaram na estrela da Pixar, e é justamente por isso, que a estrela de todos vocês, brilha forte no meu coração e instiga a criatividade de artistas do mundo inteiro! Posso dizer que hoje sou Mister X, o Pan-Americano, mas que com certeza, grande parte do que sou hoje, aprendi com vocês. A lição que a Pixar nos deixou nessas 3 décadas de existência é uma só: NADA É IMPOSSÍVEL QUANDO SE APOSTA NO BRILHO DE UMA ESTRELA! FELIZ 30 ANOS, PIXAR ANIMATION STUDIOS! UM BRINDE AO INFINITO E ALÉM! Com muito carinho, do seu maior fã, do lado latino da cerca: Mister X.